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domingo, 19 de agosto de 2012

Clássico: CORINTHIANS X SANTOS

CORINTHIANS X SANTOS

O confronto dos alvinegros é, no futebol paulista, o jogo entre Sport Club Corinthians Paulista e Santos Futebol Clube. Esse apelido está relacionado com as cores das equipes, ambas de preto e branco, uma sendo conhecida como o Alvinegro do Parque São Jorge (Corinthians) e o outro o Alvinegro da Vila Belmiro (Santos).

O fato mais marcante da história desta rivalidade são os "grandes tabus", longos períodos em que um clube ficou sem vencer o outro.E também as grandes goleadas que um infligiu ao outro durante a história do jogo. É o mais antigo clássico entre os Quatro Grandes do Futebol Paulista, com a primeira partida sendo disputada no dia 6 de março de 1913. Foi realizada no campo do Parque Antarctica, ocasião em que o Santos bateu o rival por 6 a 3, pelo Paulistão.

Pode ser considerado o maior clássico alvi-negro do futebol mundial, pois não há nenhum clássico mundo afora que envolva duas equipes tão tradicionais e campeãs nacional e internacionalmente, no mesmo grau de rivalidade.


SANTOS X CORINTHIANS


Estatística: Corinthians x Santos

Número de jogos: 381

Vítórias do Corinthians: 122

Vitórias do Santos: 98

Empates: 85

Número de gols: 1.034

Gols marcados pelo Corinthians: 558

Gols marcados pelo Santos: 476

Primeira partida: 06 de março de 1913 Santos 6x3 Corinthians

Ultima Partida: Corinthians 0 x 1 Santos (Campeonato Paulista), 04/03/2012 Vila Belmiro

(Atualizado em 05 de março de 2012)


Curiosidades

SANTOS X CORINTHIANS


O gol de número mil do Clássico Alvinegro foi marcado por Ronaldo Fenômeno do Corinthians, um gol de cobertura no goleiro Fábio Costa, no jogo realizado na Vila Belmiro, válido pela 1ª Final do Campeonato Paulista de Futebol de 2009

O Clássico Santos e Corinthians é o mais antigo do Estado de São Paulo (disputado desde 1913), porém, só passou a ser considerado clássico a partir do final da Década de 1950, quando o Santos de Pelé, Jair da Rosa Pinto e Pagão se firmou como um dos grandes de São Paulo.

O Corinthians foi fundado em 1910 e o Santos foi fundado em 1912, sendo os dois mais antigos clubes entre os Quatro Grandes do Futebol Paulista.

O primeiro título do Santos veio com uma vitória por 2 a 0 sobre o Corinthians, que já não lutava pela taça, em pleno Parque São Jorge no dia 17 de novembro de 1935, conquistando o Paulistão de 1935.

Após um amistoso entre o Corinthians 0 x 5 Seleção Brasileira, que ocorreu antes da Copa do Mundo na Suécia em 1958, uma jogada dura de Ari Clemente, do Corinthians, em cima de Pelé, que teria o tirado inclusive dos primeiros jogos da copa, o Rei teria prometido que o Corinthians jamais seria campeão enquanto ele jogasse. E a profecia se cumpriu: Pelé encerrou a carreira pelo Cosmos, no dia 1º de setembro de 1977, e o Corinthians conquistaria o Campeonato Paulista 12 dias depois.

O jornalista Juca Kfouri confessou publicamente que se tornou ateu após a derrota do seu Corinthians, para o Santos de Pelé por 7 a 3 em 6 de dezembro de 1964.

Houve seis decisões diretas de títulos (Campeonato Paulista de Futebol de 1930, Campeonato Paulista de Futebol de 1984, Campeonato Paulista de Futebol de 2009, Copa Bandeirantes de 1994, Torneio de Verão de 1996 e Campeonato Brasileiro de Futebol de 2002) entre Corinthians e Santos. O Santos se sagrou campeão em três vezes e o Corinthians em três.


Tabus

No confonto entre Corinthians e Santos um fato marcante foi o períodos de "tabus", variação de tempo em que um time ficou sem ganhar do outro.

O tabu de invencibilidade do Santos em relação ao Corinthians, que durou 22 jogos, começou no dia 29 de dezembro de 1956, pelo Campeonato Paulista, com o placar Corinthians 1 x 2 Santos no Pacaembu, onde o Peixe ainda não tinha Pelé no elenco. O primeiro jogo de Pelé contra o Timão foi no ano seguinte, no dia 11 de abril de 1957 (Corinthians 3 x 5 Santos).

O Tabu durou 11 anos e caiu em 6 de março de 1968, Corinthians 2 x 0 Santos, no Pacaembu. O classíco se destacava antes mesmo do inicia com a escolha de um arbitro argentino, Roberto Goycochea, para apitar a partida. Com equipes com poucos craques, se destacavam Rivelino pelo Timão e Pelé pelo Peixe. Após o apito final, a Fiel gritava "Com Pelé, com Edu, nós quebramos o tabu!" (Pelé e Edu eram os ídolos do Santos na época). Ao fim do clássico Corinthians 2x0 no Pacaembu, que deu fim ao tabu, Paulo Borges foi alçado a ídolo alvinegro, sendo lembrado até hoje só por esse gol.

O Timão deu o troco na década seguinte, ficando sete longos anos (13 de junho de 1976 a 31 de junho de 1983) sem perder para o Santos. Para os corintianos esse é o maior tabu dá história do clássico, pois no perído o Peixe não venceu o Mosqueteiro em nenhum tipo de torneio profissional, nem mesmo Torneio Início, Torneio Laudo Natel ou qualquer torneio menor, o que não aconteceu no tabu favorável aos santistas.

Os corintianos contestam o tabu de 11 anos uma vez que o Corinthians venceu o Santos por 4 vezes nesse período (por 2 a 1 em 27 de março de 1958, por 2 a 1 em 31 de março de 1960, por 2 a 0 em 29 de março de 1961, todas pelo Torneio Rio-São Paulo, e por 3 a 1 em 16 de junho de 1962,pelo torneio amistoso Taça São Paulo), o que diminuiria o tabu para "apenas" 5 anos e 8 meses. A polêmica se deve porque as vitórias ocorreram em torneios de pouco prestígio na época, como o Torneio Rio-São Paulo, onde, por exemplo, chegou a se declarar 4 campeões em 1966, por falta de interesse em decidir o título devido ao calendário apertado. No Rio-São Paulo era possível substituir os jogadores em campo, algo proibido nos torneios oficiais da época, como o Paulistão,a Taça Brasil, a Copa Libertadores da América ou a Copa do Mundo.

O último grande tabu do confronto foi favorável ao Santos (de 30 de Janeiro de 2002 até 13 de Outubro de 2005). Foram 11 partidas, com 9 vitórias santistas e 2 empates, por 3 anos.


Publicações sobre o Clássico Alvinegro

Livros: UNZELTE, Celso Dario e CUNHA, Odir. O Grande Jogo. Novo Século, 2009. ISBN 8576792222


Fontes


Página do Corinthians na FIFA
Página do Santos na FIFA
Almanaque do Corinthians - Celso Dário Unzete (2ª Edição)

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